Quem está por trás Da Porta

Nordestina Potiguar, de Natal, conhecida como a “Cidade do Sol” e como lugar dos “comedores de camarão”, uma das minhas paixões, assim como o sol. Não aquele que faz suar, mas o que é acompanhado por um dia frio de inverno. Gosto de praia, mas só as mais calmas, sem muita gente, e de água morna. Ah, adoro uma rede depois do almoço. Tenho duas em casa, uma na sala e outra no quarto, pra evitar a fadiga.

Passei a infância repetindo aos quatro cantos que seria a-d-v-o-g-a-d-a, para felicidade geral. Chegando mais próximo ao ano do vestibular, fiquei em dúvida entre Direito e Jornalismo, e fui conversar com profissionais das duas áreas. O advogado foi extremamente teórico e me mostrou leis até não poder mais. Não senti a paixão dele pelo Direito. Até que o jornalista, que viria a se tornar um dos meus professores na universidade, abriu um jornal na minha frente e foi contando como aquelas histórias eram criadas, com brilho nos olhos, e discurso empolgante. Sai de lá decidida a me sentir como aquele futuro professor. 

Dentro do Jornalismo, me encantei, logo de cara, pelas artes visuais. Cinema, documentário e fotografia eram objetos de lazer e de estudo. Porém, profissionalmente, oportunidades me levaram para a área de produção editorial de cadernos especiais, no Jornal Diário de Natal, e de revistas, minha grande paixão. E foi por conta delas que descobri o mundo da arquitetura, artes e design de interiores, pelo trabalho como repórter e editora das revistas Natal Decor e Artkasa. Tive que aprender como ler plantas, como combinar o sofá com o tapete, sobre a sensibilidade de um arquiteto para determinado projeto, qual a motivação para determinado artista visual fazer o que ele faz… E, para mim, tentar entender tudo isso era um prazer sem data de validade. Havia me encontrado dentro do jornalismo.

Logo depois de me formar, decidi passar dois anos nos EUA, em Nova Iorque, estudando e trabalhando. Essa experiência me trouxe a oportunidade de entrar em contato, ainda mais, com esse meu lado estético e visual, com visitas a museus e galerias, a conhecer filmes de arte e documentários, peças de teatro, livrarias com livros e revistas do mundo inteiro, e uma nova cultura. Falando nisso, o contato com a cultura americana me abriu a mente, inclusive, sobre a relação que nós, brasileiros, temos com os cuidados com a casa e os filhos, e a divisão de tarefas, mas isso  é algo que explicarei com mais detalhes em um conteúdo para você.

Ao retornar ao Brasil, mais precisamente, cinco anos depois, conheci o meu atual marido, carioca de nascimento e nordestino por preferências culinárias, e me mudei para o Rio de Janeiro. E foi aqui que decidi estudar design de interiores e, um ano depois, organização profissional, porque percebi que os dois juntos são uma coisa linda de se conviver, e se complementam muito bem, como macaxeira e carne de sol.

Já falei das experiências de vida que me levaram ao design de interiores. Agora vamos para a organização, com quem eu convivi desde pequena, por conta de dois organizadores natos da minha família: meu pai e o meu avô paterno. Sempre fui a que saia recolhendo os pertences dos outros pela casa e devolvendo aos seus locais de origem; a que defendia a ideia de lista de supermercado para evitar gastar o desnecessário; a que sempre tinha o quarto arrumado, com tudo no lugar, a qualquer hora do dia; a que fazia, sempre no final do ano, uma arrumação geral, descartando o que não se usava mais; quem sempre organizava os quartos dos outros porque não se sabia por onde começar; quem fazia da agenda uma extensão da mente e que não era ninguém sem ela; quem planejava semana, mês e ano, sempre em janeiro de todos os anos.

Porém, esse senso de organização não apareceu da noite para o dia, como você deve estar imaginando. Foi com muita observação da maneira como o meu pai cuidava da casa (sim, tive um exemplo masculino que colocava a mão na massa), e que eu percebia que dava certo; com experimentação mesmo, escrevendo meus planos do ano que começava, em um caderno, para eu lembrar sempre que possível; de perceber que se eu arrumasse meu quarto antes de estudar, eu conseguia focar melhor; de me sentir bem com tudo no lugar, especialmente por conta da sensação de que, se qualquer pessoa fosse me visitar naquele dia, eu não precisaria sair recolhendo tudo pela casa de uma só vez. Acho que deu pra notar que a organização pode ser desenvolvida pela observação e experimentação pessoal, por uma educação dada pelos pais e, claro, por uma mudança de hábitos que não é fácil, mas não é impossível. 

E foi por perceber que eu sempre tive facilidade para organizar a casa e a rotina, por sentir, na pele, os benefícios da organização para a vida, e por ajudar os outros, amigos e familiares, a perceberem isso também, que resolvi estudar (e continuo estudando!) o tema, estendendo, também, para a área de produtividade, que também é um assunto apaixonante para mim.

Por enquanto é só. Pode entrar em contato sempre que precisar.

Um abraço,

Helô Costa.